PROGRAMAS DE CAPACITAÇÃO

Treinamentos Internos

Treinamento admissional

Realizado nos primeiros 90 dias de admissão de toda equipe nas bases correspondentes ao contrato de trabalho de cada colaborador. Neste momento são apresentadas as normas e rotinas da instituição, bem como os protocolos existentes, tendo como instrutor os integrantes do NEP, coordenador de enfermagem, coordenador de frota, médicos e administrativos. Tem por objetivo, familiarizar os funcionários das rotinas desta instituição, assim como, inteirá-los de maneira geral do serviço de atendimento móvel de urgência – SAMU.

Reuniões clínicas

Reunião mensal realizada em dois dias não consecutivos, possibilitando maior número de profissionais, sendo um convite a todos os colaboradores, fora do horário de trabalho, no qual serão discutidos temas pontuais ou sistemáticos.
Inúmeras são as possibilidades para escolha dos temas para a Reunião Clínica, abrangendo desde a ocorrência de eventos e não conformidades ao treinamento de boas práticas e orientação sobre um novo equipamento.

O levantamento de necessidades para os treinamentos utiliza de ferramentas, como:

  • Procedimentos Técnicos: padronizados pela divisão da categoria responsável, por meio do Manual de Procedimentos Operacionais Padrões.
  • Busca Ativa de Auditoria de Processos: esta ferramenta determina ações imediatas, durante a visita que o Enfermeiro do NEP faz nas Unidades Móveis.
  • Doenças Prevalentes e Protocolos Institucionais: Os temas são escolhidos por meio de análise do número de atendimento das doenças, de comorbidades, doenças de maior prevalência entre outros aspectos. A capacitação ocorre em parceria com a equipe médica, que apresenta a fisiopatologia, geralmente em forma de Cases onde são discutidas a efetividade da assistência.

Treinamentos e revisão de temas básicos

Realizados durante o expediente de trabalho, os treinamentos de Revisão de Temas Básicos são discutidos e praticados as condutas a serem tomadas diante das situações de ocorrências bem como a padronização de protocolos.
Constituem aqueles necessários para manter a qualidade da assistência prestada. São realizados de forma cíclica, isto é, mensalmente, trimestralmente, semestralmente ou anualmente, conforme a necessidade verificada pelos gestores.

Treinamentos externos

Os treinamentos externos são realizados a fim de promover a educação em saúde à população.

As principais frentes de treinamentos realizados pelo SAMU externamente são:

  • Capacitação Especializada em Temas de APH para Parceiros Públicos;
  • Capacitação em Primeira Resposta de Emergências Pré-Hospitalar para Educadores e Multiplicadores;
  • Participação de Eventos com a Sociedade;
  • Capacitação e Treinamento de ONG´s, Entidades Públicas Sem Fins Lucrativos e Grupos Comunitários Organizados.
  • Participações em Simulados de Emergências juntamente à outras instituições parceiras.
Projetos Sociais

Projeto PARTY

O Projeto PARTY é um programa que visa a prevenção de traumas no trânsito relacionados principalmente ao uso da mistura de álcool e direção na juventude. surgiu no Canadá e está no Brasil desde 2008, quando foi implantado em Ribeirão Preto (SP). A partir daí, se expandiu para outras duas cidades paulistas, Sorocaba e Campinas, e Vitória (ES). Em 2013, tornou-se PARTY Brasil, vinculado à Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (Sbait). Nestas cidades, o programa é coordenado pela Liga do Trauma, que consiste em uma associação de universitários que desenvolve atividades extracurriculares de aprendizado, capacitação e extensão junto à disciplina Cirurgia do Trauma.

Em São José dos Campos, o PARTY está sob a coordenação do Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence juntamente com o SAMU 192 – Regional São José dos Campos e demais parceiros como Secretaria de Mobilidade Urbana, Saúde e Apoio Social ao Cidadão. São José é a primeira cidade do Vale do Paraíba a integrar o P.A.R.T.Y. Brasil.

Os estudantes assistem vídeos e ouvem relatos de profissionais que atuam no atendimento às ocorrências de trânsito diariamente. Profissionais do SAMU, bombeiros, policiais, educadores e assistentes sociais, estimularam a prevenção de acidentes, além de ser realizada uma visita à área de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence e ao Centro de Reabilitação Lucy Montoro, para a compreensão do processo de recuperação das vítimas de trânsito.

Desde o lançamento, aproximadamente 400 estudantes de escolas públicas e particulares já participaram do Programa.

Ação de Conscientização no Trânsito – “Ação nos Bares”

Os custos e o impacto de um acidente de trânsito no sistema de saúde geram grandes consequências para a sociedade em geral, impactando diretamente os atendimentos realizados pelo SAMU. Com o intuito da conscientização, o SAMU e demais parceiros como o Corpo de Bombeiros, Secretaria de Mobilidade Urbana, médicos do Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, além de outras instituições realizam a orientação aos frequentadores de bares sobre as consequências da combinação perigosa de beber e dirigir.

A abordagem consiste na entrega de uma “conta diferenciada” aos clientes, que é feita por profissionais que fazem o atendimento pós-acidente. Nesta comanda estão impressos os custos estimados das despesas pré-hospitalares, remoção e pós-hospitalares provocados por um acidente de trânsito.

O objetivo é chamar a atenção da sociedade para as consequências dos acidentes de trânsito, mostrando os impactos desses atendimentos no sistema público de saúde.

Além disso, os profissionais envolvidos na abordagem são os mesmos que atendem as ocorrências nas ruas, o que causa ainda mais credibilidade às ações.

A programação inclui atividades em escolas, bares, empresas, shows, além das tradicionais blitze do programa Lei Seca.

Projeto SAMUZINHO

O programa Samuzinho foi desenvolvido para divulgação e conscientização de crianças em idade escolar, com faixa etária de dez anos, que frequentam instituições de Ensino Fundamental da região, a fim de relevar a importância do SAMU para salvar vidas. Assim, é realizado um treinamento, levando equipamentos do SAMU (Viatura e bonecos para demonstração), instruindo o reconhecimento de vítimas de parada cardiorrespiratória e primeiros socorros, aliando a atividade lúdica ao ensino às crianças.

Nesse momento, aproveitamos para explicar que muitas vezes uma brincadeira “inocente” como o trote pode colocar em risco a vida de alguém que precisa realmente de socorro. Cerca de 30% das ligações recebidas pela Central de Regulação do SAMU se configuram como trote, uma das possíveis causas desta triste constatação é o fato de pouca ou quase nenhum a discussão nas escolas sobre a função dos Serviços de Emergência Pré-Hospitalar.

Na primeira fase do projeto, é realizado um treinamento com os professores e educadores sobre princípios de Suporte Básico de Vida, aproveitando o momento para apresentar o projeto principal que se constitui a educação dos alunos, tornando-os multiplicadores. O objetivo será treinar o maior número de professores possíveis dentro do calendário de treinamento e capacitação da Secretaria de Educação.

Ao final do treinamento, é concedida aos alunos participantes uma medalha de Honra ao Mérito, como forma de incentivo à inclusão desta criança ou adolescente, levando para o contexto familiar à iniciativa do projeto como um todo. A escola participante também receberá um certificado do treinamento realizado.

Assim, esta atuação do SAMU incidirá na prevenção primária e secundária nos principais agravos à saúde com impacto para população de nossa abrangência. Com foco nas situações de urgência e emergência, a educação de crianças irá conscientizar cidadãos em formação instruindo sobre medidas de primeiro atendimento e prevenindo os trotes.

Espera-se uma diminuição dos números de trotes, com meta de redução para 10% em 5 anos e aumento da atuação de leigos no início do atendimento das urgências, especialmente na parada cardiorrespiratória, hoje somente 5% das paradas cardiorrespiratórias apresentam alguma assistência na chegada da primeira equipe (meta de aumento para 50% em 10 anos, com objetivo de termos 1 a cada 4 cidadãos com conhecimento em RCP).